Cibercrime está cada vez mais sofisticado, diz estudo

A Cisco Systems divulgou nesta segunda-feira um relatório que identifica as principais ameaças de segurança na Internet do ano. Segundo a análise, ataques pela web estão se tornando cada vez mais sofisticados e especializados, com estratégias elaboradas para o roubo de dados, em uma economia de cibercrime cada vez mais inteligente.

Segundo o Relatório de Segurança Anual Cisco 2008, os invasores exploram falhas tecnológicas e humanas. Os ataques se espalham mais rapidamente e são cada vez mais difíceis de detectar. O número geral de vulnerabilidades cresceu 11,5% em relação a 2007. O estudo da Cisco também observou um crescimento de 90% de ameaças com origem em domínios legítimos, quase o dobro do que no ano anterior.

O volume de spam vem aumentando com grande rapidez e seu volume hoje passa de 200 bilhões de mensagens diárias em todo o mundo - aproximadamente 90% do volume total de mensagens. Por outro lado, o volume de malware disseminado por e-mail está diminuindo. Ao longo dos últimos dois anos, os ataques baseados em anexos de e-mail caíram 50% em relação a 2005 e 2006.

Os pesquisadores identificaram também as principais tendências na área de segurança online. Ameaças internas em empresas podem acontecer por meio de funcionários descuidados, que devem ser orientados para agir dentro de normas de segurança. A perda de dados, por falta de cuidado ou invasão hacker, é apontado como um problema crescente. Outro grande desafio para os profissionais de segurança na rede será a tendência do "cloud computing" e o uso de ferramentas baseadas na web.

As recomendações do relatório para que o usuário se proteja desses ataques são, principalmente, atualização constante de aplicativos e equipamento de rede. "As organizações podem reduzir seu risco de perda de dados através do ajuste fino de controles de acesso e a correção de vulnerabilidades conhecidas, eliminando a capacidade de criminosos em explorar falhas nas infra-estruturas", aconselha Ghassan Dreibi Jr, da Cisco do Brasil.

Fonte: Terra

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