Vice-ministro de Cuba elogia iniciativa brasileira

Software Público tem repercussão positiva em evento internacional de TIC organizado na cidade de Havana.

Boris Moreno, vice-ministro de tecnologia da informação e comunicação de Cuba, elogiou a iniciativa brasileira do software público e considerou importante que representantes do governo e da academia cubana estudem os princípios que envolvem o software público. A ponderação do vice-ministro ocorreu durante a solenidade de lançamento do projeto Software Público Internacional, na XIII Convenção e Feira de Informática realizada em Havana.

Ficou sob responsabilidade do professor Hector Rodriguez a condução das atividades relacionadas aos estudos do conceito e das possíveis parcerias entre o governo cubano e brasileiro. A intenção imediata será escolher alguma solução disponível no Portal SPB para uma atividade de desenvolvimento conjunto entre os dois países.

Dois assuntos tiveram destaque durante a palestra coordenada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD: primeiro sobre o modelo de colaboração no desenvolvimento de software e o segundo, sobre a forma de organização dos prestadores de serviço. Algo, que na análise do PNUD reforça o ecossistema de produção do software público.

Fausto Alvim, oficial do PNUD e responsável pela replicação da experiência brasileira em outros países, disse que a participação do governo cubano na solenidade foi um estímulo para que Cuba seja o primeiro país a receber a experiência brasileira. Entretanto, como alerta o oficial, “o país que vai ingressar primeiro no projeto do Portal do Software Público Internacional será aquele que demonstrar identidade com a replicação do modelo”.

A solenidade foi para o lançamento da pesquisa na Internet que vai eleger quais soluções do Portal SPB deverão ser traduzidas para inglês e espanhol. A pesquisa entra no ar em março e poderá ser acessada por todos os países da América Latina e Caribe.

fonte: Software livre

O linux- Como criar sua própria distribuição Linux em Live-CD

Como diria Morpheus, saber que é possível criar sua distribuição não é a mesma coisa que realmente criá-la.
Por outro lado, hoje é domingo. Que tal aproveitar para criar umas 3 ou 4 distribuições de Linux? Minha sugestão: uma que reuna aplicativos voltados aos sapateiros pugilistas da região Sudeste, pois esta categoria ainda não tem sua própria distribuição.
“Depois da volta das discussões em torno de distribuições nacionais, por conta das recentes citações do Big Linux no BR-Linux.org e do fim do Kurumin NG. Achei que seria interessante abordar esse assunto, já que existem várias iniciativas nacionais, em grande parte baseadas na personalização de distribuições já existentes.”
referência (minholi.com).

Spam: Prejuízo e desconforto

Segue abaixo um artigo escrito pelo meu amigo Beto Baracho no qual reproduzo na integra com a devida autorização.

O uso da divulgação de serviços e produtos tem sido cada vez mais usado na Internet e é comum vermos anúncios em páginas web de alto número de acessos, paginas de grandes empresas e em mensagens de e-mail. Esta última prática tem trazido prejuízos de diversas formas para empresas e usuários da rede. Cada vez mais a prática de spam tem afetado a forma de trabalho dos administradores de serviços de e-mail e de usuários comuns. Spam é uma mensagem de e-mail não solicitada, enviada em massa e com fins publicitários ou não. A questão do Spam está envolvendo vários segmentos da sociedade e especialmente entidades e profissionais que trabalham na área de tecnologia de informação. Dados internacionais mostram que a indiscriminada quantidade de mensagens não desejadas afeta a produtividade dos funcionários de uma empresa em mais de 40 por cento do seu tempo útil, o spam pode estar provocando um prejuízo mensal de R$ 86 milhões aos brasileiros conectados à Internet, dados da Abranet (Associação brasileira de provedores de acesso, serviços e informações da rede Internet). Estima-se que 70 por cento do tráfego de e-mail sejam de spam’s. Diante de tal situação as empresas têm procurado cada vez mais se defender desse tipo de mensagens e também têm surgido projetos mundiais de combate ao spam, entre eles destaca-se o projeto Spamhaus. O projeto Spamhaus (www.spamhaus.org) é uma organização não governamental sem fins lucrativos cuja missão é acompanhar o uso indiscriminado de mensagens e perseguir spammer’s na Internet, mantendo uma base de dados de endereços (ip’s) de spammer’s, uma lista atualizada dos host’s com maiores ocorrências de práticas de spam e soluções anti-spam, entre outros serviços.
Para se defender de recebimento de spam’s as empresas têm como opções instalação de antispam’s ou aquisição de serviços ou equipamentos especializados, como os das linhas DefenderMX, e IronPort, que se baseiam em listas de reputação e um esquema de pontuação de mensagens ou somente listas de reputação dependendo do produto. Aquisição de equipamentos e produtos nem sempre é a melhor opção, uma vez que estes podem prejudicar o orçamento anual de muitas empresas já que pode se pagar pela instalação, equipamento e suporte, mas tem como vantagem a fácil manutenção do serviço. Por outro lado, a instalação de serviço antispam (no caso de opensource) pode apresentar relativa dificuldade e instalação e manutenção, sendo as vezes necessários treinamento de funcionários ou terceirização de serviço.Uma boa solução é configurar o servidor de e-mail para consultar listas de reputação de organizações como spamcop e spamhaus, pois é um processo simples e evita o recebimento de mensagens oriundas de servidores mal reputados ou para rejeitar mensagens oriundas de servidores mal configurados uma vez que isto identifica a maioria de mensagens emitidas por vírus.
Algumas vezes o problema de uma empresa não está relacionado com o recebimento de spam’s e sim com o envio. Muitas empresas têm como método de divulgação de serviços ou produtos o envio de e-mails e desta forma, por muitas vezes, a mensagem enviada acaba sendo classificada como spam, ou se quer sendo recebidas pelos destinatários, prejudicando assim a estratégia de marketing. Isto pode acontecer porque o servidor de envio estar mal configurado, o número de destinatários ser muito elevado, a mensagem ter características apelativas, ou o ip do servidor estar listado em uma lista de má reputação (blacklist). Assim as empresas devem atentar para uma série de fatos que podem contribuir para o envio “saudável” de mensagens de divulgação. Algumas dicas importantes são:
Verifique se seu servidor está com as configurações necessárias, como dns reverso, por exemplo;
Verifique se o ip do servidor está listado em uma blacklist e se estiver providencie sua remoção;
Seja moderado quanto ao caráter da mensagem, evite palavras que indiquem compra ou venda e links de endereço web;
Instale um software anti-vírus nas máquinas da empresa para evitar que programas não autorizados enviem spam’s a partir de seu ip, o que causa a inclusão em blacklist’s.
Distribua sua lista de clientes e interessados em sublistas menores;
Coloque uma mensagem clara informando ao destinatário como ele pode solicitar a exclusão sua lista e providencie meios para isso. Isto evita que sua mensagem seja “reportada” às blacklist’s internacionais.
O usuário de e-mail também pode contribuir para evitar a disseminação de spam ficando atento às mensagens conhecidas como correntes, uma vez que esta tática é muito usada pelos spammer’s para coletar endereços que serão usados posteriormente, e sempre atualizar o anti-vírus de sua estações de trabalho.
De fato, é possível diminuir bastante o prejuízo causado por spam, juridicamente falando, vários projetos de lei estão tramitando no congresso nacional buscando, sobretudo caracterizar o que é spam e regulamentar o envio de mensagens, mas no momento temos que no concentrar em boas práticas de envio e de recebimento de mensagens.